Em tempos de futebol de areia de cinco, não ouço e vejo pouca gente jogando o tal do gol pequeno ou do golzinho à beira da praia.
Sou do tempo em que as balizas eram feitas de frágeis pedaços de pau. Era gostoso ficar ali horas a fio correndo muito e aprendendo sempre novos dribles com aqueles ratos de praia.
O GOLZINHO OU GOL PEQUENO era o futebol jogado sempre em espaço curto. Era difícil chegar até a meta adversária. Quando isto acontecia, ainda havia um defensor cobrindo todo o gol.
O campo era curto, próximo à água e no máximo encontrava-se um pouco de areia fofa quando derivávamos para o meio. Toques precisos, elásticos, dribles incríveis como o DRIBLE DA VACA, tão bem aplicado pelo jogador EDUARDO DO CRUZEIRO, pedaladas em espaço mínimo, canetas e lençóis sequenciais, tudo isto era feito naquele templo sagrado.
Para se fazer gol era preciso deslocar o zagueiro de forma singular. Uma técnica comum consistia num movimento rápido com as pernas, uma ginga alternada com uma puxeta, ou seja, puxa-se a bola para trás e para frente oferecendo-a ao adversário, forçando-o a abrir as mesmas.
A redonda geralmente deslizava por ali e a festa era geral.
Não tenho nada contra o futebol de cinco, mas acho mais graça neste golzinho ou gol pequeno.
Há muito mais plástica neste tipo de atividade relegada ao ostracismo.
João Ayres.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
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