É com muito prazer que falo sobre HERNANES do SÃO PAULO hoje.
Confesso que nutro um preconceito enorme contra os carregadores de piano, tão fundamentais na concepção de vários treinadores no cenário do futebol.
Hernandes é um meio-campista diferenciado.
A começar pelo fato de ser ambidestro. Isto por si só já garante a possibilidade de virar o jogo para qualquer lado com precisão e rapidez, mas ainda devemos observar o fato de que este jogador é capaz de conduzir indiferentemente a pelota com a esquerda ou com a direita.
Podemos contar nos dedos os atletas no atual futebol nacional que são capazes de fazer tal coisa. Podemos contar nos dedos o número de atletas ambidestros neste mesmo contexto.
Verificamos com pesar a proliferação de carregadores de piano de pouca ou quase nenhuma habilidade. Sua função primordial é conter o ataque adversário custe o que custar. Nota-se facilmente a dificuldade que os mesmos apresentam no que se refere ao controle, condução e passe, fundamentos básicos para a prática do esporte.
A atual seleção brasileira é fruto desta concepção lamentável e quando vejo o argentino VERÓN jogar, ele que ocupa a mesma posição de GILBERTO SILVA, sinto uma tristeza imensa.
Felizmente surge este HERNANES do SÃO PAULO para mostrar que nem tudo está perdido.
Este jogador me lembra o nosso saudoso FALCÃO e certamente tem vaga nesta seleção de futebol questionável.
JOÃO AYRES.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
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