segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A FALTA DE CRIATIVIDADE AINDA IMPERA NO FUTEBOL BRASILEIRO

Observando os jogos do campeonato carioca e do campeonato paulista vi muita correria, aplicação tática e coisas do tipo.

O que não vi foi arte, nenhum drible desconcertante, nenhum passe milimétrico, nada disso.

A nova falácia técnica agora consiste em abrir o jogo devido ao excesso de jogadores concentrados no meio-campo e na defesa.

Todavia eu pergunto: Há algum camisa 10 de encher os olhos neste nosso futebol brasileiro? Há algum camisa 8 de encher os olhos neste nosso futebol brasileiro?

Considerando a abertura pelas laterais, parece que esta é a única solução para a mediocridade que vai extirpando a beleza de nosso futebol.

Tal abertura, quando é feita satisfatoriamente, redunda no tal chuveirinho que pode ou não encontrar o atacante na posição correta para o arremate.

Jogar pelas laterais não significa empurrar a bola para o lateral para que ele a cruze na área.

Antes de mais nada, a bola tem que chegar limpa para este lateral que tem que ter habilidade para tocar e receber e driblar quando for necessário. Um corte seco para dentro e outro para fora podem acabar com qualquer linha defensiva. Um elástico para dentro pode simplesmente abrir uma clareira para a penetração de pelos menos dois atacantes. Leandro e Jorginho, do nosso saudoso e extraordinário Flamengo, que o digam...


Uma bola que chega na maioria das vezes quadrada, mal passada pelos botinudos que protegem a área, será fatalmente dominada pelos adversários.

O camisa 10 de hoje em dia marca, mas não cria. O camisa 8 marca, mas também não cria.

A alegação de que estes jogadores acima mencionados sofrem marcação intensa é no mínimo ridícula. Temos inúmeros exemplos de gênios que sempre foram perseguidos em campo e que, mesmo assim, arrumavam um jeito de se livrar dos adversários.



O que vejo é um bando de jogadores correndo e correndo muito, desvirtuados de suas funções vitais em campo.

O jogo entre FLAMENGO X FRIBURGUENSE no domingo ilustra bem o que digo.

JOÃO AYRES

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O TAL DO GOL PEQUENO OU DO GOLZINHO

Em tempos de futebol de areia de cinco, não ouço e vejo pouca gente jogando o tal do gol pequeno ou do golzinho à beira da praia.
Sou do tempo em que as balizas eram feitas de frágeis pedaços de pau. Era gostoso ficar ali horas a fio correndo muito e aprendendo sempre novos dribles com aqueles ratos de praia.
O GOLZINHO OU GOL PEQUENO era o futebol jogado sempre em espaço curto. Era difícil chegar até a meta adversária. Quando isto acontecia, ainda havia um defensor cobrindo todo o gol.
O campo era curto, próximo à água e no máximo encontrava-se um pouco de areia fofa quando derivávamos para o meio. Toques precisos, elásticos, dribles incríveis como o DRIBLE DA VACA, tão bem aplicado pelo jogador EDUARDO DO CRUZEIRO, pedaladas em espaço mínimo, canetas e lençóis sequenciais, tudo isto era feito naquele templo sagrado.
Para se fazer gol era preciso deslocar o zagueiro de forma singular. Uma técnica comum consistia num movimento rápido com as pernas, uma ginga alternada com uma puxeta, ou seja, puxa-se a bola para trás e para frente oferecendo-a ao adversário, forçando-o a abrir as mesmas.
A redonda geralmente deslizava por ali e a festa era geral.
Não tenho nada contra o futebol de cinco, mas acho mais graça neste golzinho ou gol pequeno.
Há muito mais plástica neste tipo de atividade relegada ao ostracismo.

João Ayres.